Tem uma farmácia por aqui?
Você está em uma cidade nova, precisa comprar um remédio e não sabe onde fica a farmácia. O que você fala? Nesta aula, vamos aprender as perguntas que os brasileiros realmente usam e como entender uma resposta sem se perder no caminho.
Na rua, a gente costuma fazer perguntas curtas e diretas, mas sempre pode começar com com licença. Frases como tem uma farmácia por aqui, é longe e dá pra ir a pé aparecem o tempo todo nas conversas.
Dá pra é a forma falada de dá para. As duas são naturais. Em textos mais formais, prefira a forma completa.
Os lugares que a gente procura

farmácia: Preciso passar na farmácia.
padaria: Vou comprar pão na padaria.
mercado ou supermercado: O mercado fecha às nove.
banco: Tem um caixa eletrônico no banco.
hospital: O hospital fica perto da estação.
estação: A estação de metrô fica na próxima rua.
ponto de ônibus: O ponto fica na esquina.
banheiro: Com licença, onde fica o banheiro?
Não decore só o nome do lugar. Aprenda uma frase que você realmente poderá usar: “Preciso passar na farmácia”, “O mercado ainda está aberto?” e “Onde fica o banheiro?”.
Como eu pergunto?
Estas perguntas funcionam bem em quase qualquer cidade brasileira:
Com licença, onde fica a farmácia?
Tem uma farmácia por aqui?
Você sabe onde fica o banco?
Sabe me dizer como eu chego à estação?
Como faço para chegar ao hospital?
É longe daqui?
Dá para ir a pé?
Na conversa, “Tem uma farmácia por aqui?” é muito comum. A forma “Há uma farmácia por aqui?” também está correta, mas costuma soar mais formal.
Por aqui significa nesta área, nas proximidades. Não precisa ser exatamente nesta rua.
Onde fica ou onde está?
Use onde fica para perguntar a localização habitual de um lugar. Use onde está para pessoas, veículos e coisas que podem mudar de posição.
Onde fica o banco? O banco tem localização fixa.
Onde está o ônibus? O ônibus está em algum ponto do trajeto.
Onde está a Ana? A pessoa pode mudar de lugar.
Na fala brasileira, você também ouvirá “Onde é o banco?”. A pergunta é compreendida, mas “Onde fica o banco?” é uma forma mais clara para aprender.
Vai reto e vira à direita

Estas são as instruções básicas:
Siga em frente. Continue na mesma direção.
Vire à direita. Entre na rua do lado direito.
Vire à esquerda. Entre na rua do lado esquerdo.
Atravesse a rua. Vá de um lado ao outro.
Pegue a primeira rua à direita.
Continue por duas quadras.
No Brasil, você pode ouvir quadra ou quarteirão. Os dois podem indicar o trecho entre duas ruas. A escolha varia conforme a região e o contexto.
Em uma conversa espontânea, muita gente diz “Vai reto e vira à direita”. Em uma instrução mais cuidada, usamos “Siga em frente e vire à direita”. É importante entender as duas maneiras.
O que quer dizer “logo ali”?
Os brasileiros usam várias expressões curtas para falar de distância:
É aqui perto. O lugar está próximo.
É pertinho. Forma informal e afetiva para muito perto.
É logo ali. Está próximo, geralmente visível ou fácil de alcançar.
É lá na frente. Continue na mesma direção.
É um pouco longe. O trajeto exige mais tempo.
É bem longe. A distância é grande.
Logo ali nem sempre significa uma distância exata. Para uma pessoa, podem ser dois minutos; para outra, dez. Se precisar, pergunte: “Mais ou menos quantos minutos?”
Na esquina, do lado e em frente
ao lado de: A farmácia fica ao lado do banco.
em frente a: A padaria fica em frente ao mercado.
perto de: O hospital fica perto da estação.
longe de: O aeroporto fica longe do centro.
entre: O café fica entre o banco e a farmácia.
na esquina: O ponto de ônibus fica na esquina.
atrás de: O estacionamento fica atrás do mercado.
Observe as combinações: ao lado do banco, em frente à farmácia, perto da estação. As palavras de localização se juntam aos artigos do lugar.
Uma conversa que você pode usar hoje

Camila: Com licença, tem uma farmácia por aqui?
André: Tem, sim. Siga reto até o sinal e vire à direita. Fica do lado do banco.
Camila: É longe? Dá pra ir a pé?
André: Dá, sim. Uns cinco minutinhos.
Sinal é uma palavra muito usada no Brasil para semáforo. Dependendo da região, você também pode ouvir sinaleira ou farol.
“Moço, sabe me dizer...?”
Camila: Moço, sabe me dizer onde fica a padaria?
André: Claro. É logo ali, em frente ao mercado.
Camila: Ah, já vi. Valeu!
André: Imagina!
Moço e moça são usados para chamar alguém em muitas situações cotidianas. O tom importa. Se você não souber como chamar a pessoa, “Com licença” é sempre uma opção segura.
Valeu é um agradecimento informal. Imagina, nessa resposta, quer dizer que ajudar não foi incômodo.
Escute uma rota completa
Saia da estação e siga em frente até a faixa de pedestres. Atravesse a rua e vire à esquerda. Continue por uma quadra. A padaria fica na esquina, em frente ao mercado.
Leia uma instrução por vez e acompanhe o trajeto no mapa. Depois, ouça novamente sem olhar o texto.
Complete antes de conferir: Saia da estação, siga em frente até a faixa e atravesse a rua. Clique nos trechos ocultos para revelar.
Agora é sua vez
Use o mapa
Escolha um ponto de partida e um destino. Explique o caminho com pelo menos três instruções. Modelo: “Saia do banco, atravesse a rua e siga em frente. O mercado fica à direita.”
Pergunte de três maneiras
Peça a localização da estação usando: “Onde fica...?”, “Tem... por aqui?” e “Sabe me dizer como eu chego...?”.
Desafio de escuta
Carla está procurando um lugar. Ouça a conversa e descubra onde ele fica e se ela precisa pegar ônibus. O texto não aparece agora porque esta parte é para treinar o ouvido.
Clique para conferir: O hospital fica depois do mercado, do outro lado da avenida. Camila não precisa pegar ônibus.
Para não se perder
Comece com com licença.
Use onde fica ou tem por aqui.
Confirme a distância: é longe? e dá para ir a pé?
Preste atenção a direita, esquerda, quadras e pontos de referência.
Se não entender, diga: “Desculpe, pode repetir mais devagar?”
Agora teste seus conhecimentos no exercício abaixo.